segunda-feira, 24 de agosto de 2009

T.C.O., 4º da série

E é nesse ponto que eu me pergunto o porquê da vida. E não encontro uma resposta. E não sei de ninguém que tenha uma resposta. E não sei existe uma resposta. E não sei ainda se é possivel existir uma resposta. Aí eu me pergunto a razão da existência. Existência de qualquer coisa. Tanto das coisas concretas quanto abstratas. Existência. Se fosse eu O Criador, optaria por criar alguma coisa? Pois sim. Mesmo sabendo que tudo aquilo poderia um dia se voltar contra mim. Se eu fosse uma possível partícula, optaria por existir? Pois sim. Mesmo que me arrependesse pelo resto da minha vida. Se eu fosse um tolo, medíocre e incapaz ser humano, optaria por amar? Pois novamente sim. Mesmo sabendo que esse amor pode me levar ao pior sofrimento. Declaro-me corajoso? Não. Declaro-me... inconsciente.

Orgulhosamente inconsciente.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A chapeuzinho vermelho, por Caio Neves

Volto a escrever depois de alguns dias de ausência por motivos de força maior. Assumo primeiramente a minha posição contrária à teoria louca de meu parceiro. Dispenso explicações. Em segundo lugar, faço uma breve observação do fato de o mesmo continuar a criar uma categoria nova para cada postagem. Finalmente, introduzo o que estais prestes a ler: uma versão personalizada do famoso conto da Chapeuzinho Vermelho. Temo que também um pouco mórbida. Enfim....


Era uma vez, numa terra não tão distante assim, num vilarejo não muito incomum, uma menina não tão bela, loura de cabelos densamente cacheados, moradora de uma casa de palha simples e pequena, onde também habitava sua mãe, também loura, mas com cabelos lisos. Adamache, a adorável menina, também conhecida como chapeuzinho vermelho, definitivamente não tinha uma infância agradável. Já fazia seus oito anos de idade, e ainda não conhecera nenhuma forma de lazer, que não fosse fugir e correr atrás das outras três menininhas que moravam em seu vilarejo. Sua mãe mantinha uma pequena horta no quintal de casa. Obviamente, a garota era frequentemente requisitada.

No vilarejo vizinho, não muito distante, morava sua avó Dagmar. Já muito velha, de cabelos totalmente alvos e morando sozinha, vivia da boa vontade da comunidade, já que tinha uma quantidade boa de amigos, que volta e meia apareciam para lhe dar assistência e ouvir suas boas histórias. Naquela vila, devido à proximidade da floresta que a separava de sua vizinha, havia uma grande quantidade de caçadores, que periodicamente eram vistos em busca de mercadoria.

Já era de costume para Adamache uma visita mensal à sua avó, sempre acompanhada de sua mãe. Um belo dia, exatamente um mês após sua ultima visita, disse Esther à sua filha: "Vai sozinha dessa vez, e leva esta cesta à tua vó. Quero que sigas exatamente o caminho a que estamos acostumadas." A menina sem hesitar, apanhou o objeto e saiu a saltitar e cantarolar. Coincidentemente passava por aquela região uma alcateia, de, aparentemente, sete membros. Chapeuzinho, usando o habitual casaco com capuz vermelho, velho, rasgado e sujo, adentra a floresta neste exato momento. Devido à sua densidade, a luz é escassa, e a trilha é quase imperceptível. O saltitar se transforma rapidamente num andar cabisbaixo e bastante acelerado, que chama instantaneamente a atenção dos lobos, já por perto. Marcham todos na mesma direção de Adamache, mantento os olhos nela, três de um lado, quatro do outro. Ela, ao perceber, transforma seu triste andar numa corrida desesperada. Todos a acompanham. Ela já bufa quando se aproxima do desvio, que optaria por seguir baseada nos conselhos de sua mãe. Poucos segundos depois de obedecê-lo, retarda o passo consideravelmente e sorri largamente após perceber que os lobos seguiram reto.

Estes, por sua vez, abandonaram Chapeuzinho Vermelho, e tomaram como meta o vijarejo já visível, ao qual chegariam dezenas de minutos antes de sua antiga presa. Por azar ou ironia do destino, a residência de Dagmar era a mais próxima da floresta. Apenas dois lobos arrombaram esta porta, enquanto os outros se destribuiram pelo resto da vila.

A garotinha, pouco desconfiada, continuava no passo acelerado e tristonho pelo meio da floresta sombria, que já dissolvera sua euforia. Vendo de novo o céu azul e já praticamente à porta de seu destino, exausta, Adamache tem, agora sim, um verdadeiro motivo de euforia. Ao entrar após bater e aguardar alguns minutos, estranha a porta destrancada e o silêncio. Já vê a cama da casa de um cômodo só, e vê também o volume sob as cobertas. Se aproxima. Talvez por ser nova, não lembrava mais direito de sua vó de um mês atrás. "Vovó, como estás magra!" Sem resposta. Ela continua a se aproximar lentamente. "Vovó, como estão mais escuros teus cabelos!" Sem resposta. Ao chegar bem ao lado da cama e observar de perto, exclama, afastanto-se rapidamente: "Vovó, não tinhas esses dentes afiados!!!" No mesmo instante, abre-se o olho raivoso e sanguinário do lobo. Antes mesmo de tomar o susto, a menina sente uma pancada lateral desprevinida, perde a consciencia por menos de um segundo e a retoma no chão ensanguentada, com um pedaço de seu abdomen, do lado direito, arrancado pela fatal mordida do canídeo faminto. Ainda vive mais alguns segundos, enquanto ambos os lobos, dolorosamente, tiram-na pedaços dos pés e dos braços, quando sente uma ultima mordida no lado esquerdo do rosto.

Passado algum tempo, chegam no recinto Dagmar, que conseguiu escapar pela janela baixa próxima de sua cama antes de ser vista e procurar socorro, e um caçador com uma espingarda que acabara de matar três lobos antes de ser requisitado. Este, quase instantaneamente, meteu uma bala na cabeça do primeiro lobo, de pé em cima da cama. Ao dar mais um passo assustou-se com o segundo, que vinha correndo da direita. Sem hesitar, atirou-lhe na cara. O bicho morto ainda continuou arrastando até o seu pé, recebido com um chute. Em seguida, entra a velha, e agora sim os dois perbebem o corpo estraçalhado da menina ao lado da cama. A vó reconhece imediatamente o capuz vermelho, que se encontra a mais de um metro do defunto. Põe-se a chorar, sem se arriscar a chegar mais perto do cadáver do qual não sobra quase nada.

Triste fim de Chapeuzinho Vermelho.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

T.C.O. , 3º da série

- Bom dia, senhora Ironia!
- Bom dia, senhora Pulga.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

T. C. O. , 2° da série

E esse mundo louco que dá reviravoltas. E essas pessoas loucas que dão reviravoltas. Já me canso de tanta instabilidade. Me canso. Já dizia Raul, que prefere ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Talvez tenha até razão, mas me canso. Mudar de opinião me cansa. Procurar todos aqueles argumentos de novo, se convercer do contrário dos outros, convencer os outros daqueles, e eventualmente convencer-se novamente dos outros. Maldito mundo louco!!!

Busquemos a origem da complicação:
-Fato
-Consequência
-Conclusão >> opinião 1

-Fato
-Consequência alternativa
-Tilt
-Reestabelecimento do sistema
-Conclusão contraditória paradoxal >> opinião 2

opinião 1 definitivamente é diferente de opinião 2: mudança de opinião, oou desistência de ter opinião formada, correndo o risco de ser convencido por qualquer idiota. Malditas frequentes mudanças de opinião. Maldita instabilidade. Malditas reviravoltas.

Como seria bom o plano, o pleno, o liso, o simples. Utopia. Estabilidade. Mesmice. Monotonia. Melancolia......

Peço aos eventuais leitores que ignorem o texto.

terça-feira, 30 de junho de 2009

T. C. O. (textículo contraditório de ocasião),1° da série.

É, sou um fraco. Sem explicação, sou só mais um fraco. Mais um. Aliás, MAIS um. Olho, pois, em volta. Olho nos olhos. Sinto a fraqueza. Agora sinto a fraqueza dentro de cada um, vejo a insegurança em cada ato, todas as manias, todas a vulnerabilidades. São uns fracos. Não há quem escape, são todos uns fracos. Sou EU o forte. Sim, estou acima de qualquer um, submissos, sem importância, fracos, servos, escravos! Sou forte!!! Afirmo e reafirmo sem hesitar, tenho eu a força!

Ando, ouço o vento passar, ouço vozes, vejo fatos, esfrio. Esfrio. Esfrio. Sou novamente o mesmo fraco de sempre. Sem explicação, sou só mais um fraco.

domingo, 31 de maio de 2009

Arco-íris

Vejo um arco-íris.

Aquele arco-íris do pote de ouro, do casamento da viúva, do dia chuvoso. Aquele arco-íris, que nunca escapa do comentário manjado: "Olha o arco-íris!", que por sua vez nunca deixa de desviar os olhares de todas as almas presentes. Aquele mesmo.

Vejo um arco-íris.

Um arco-íris gigante, aquele das nuvens, do tamanho do céu. Aquele arco-íris de todos os dias, que muda de cor de acordo com a angulação em relação ao sol. Aquele que colore as nuvens, de todas as cores. Aquele mesmo.

E vejo um arco-íris.

O arco-íris da vida.

sábado, 23 de maio de 2009

Rotina

E ele entra em casa com uma aparência normal. Tranca a porta como todo dia. Anda, tropeça, cai, levanta, cai novamente, levanta entra no quarto. Mulher:
-Que foi, amor?
-Ahn?
-Que?
-Como se atreve?
-Você!
-Como?
-Quê?
-E com orgulho!
-Não!
-Não!
-Repete!
-Hein?
-Han?
-Vadia.

Ele se deita.
E ela se levanta, sai do quarto, cai, levanta, tropeça, cai novamente, levanta, anda. Destranca a porta como todo dia. Sai de casa com uma aparência normal.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Anúncio da descoberta plena da vida

Anuncio a descoberta plena da vida.

sábado, 4 de abril de 2009

Pai Natureza (do jogo mal feito)

AEEEEEWWWWWW CAMBADA!!! BLOG DE VOLTA NO AR!!! \o/
\o\
|o|
/o/
|o|
\o\ [...]

{Aquilo era pra ser um bonequinho mexendo os braços de alegria}

Infelizmente hoje não irei postar as redações, pois elas não estão comigo :'( , mas prometo que quando tiver internet em casa (provavelmene, semana que vem), eu as postarei! A minha, a da Bebel (amiga nossa) e a mais aguradada, a do Caio!

Mas enfim, chega de enrolar, vamos ao o que interessa: O Pai Natureza do Jogo Malfeito {é junto agora?}

Algumas perguntas que, provavelmente, vocês devem estar se fazendo sobre esse ser:

  • O QUE VEM A SER ISSO?!?!?

Simples! O Pai NAtureza do Jogo Malfeito é um ser abstrato que faz as tosquices dos jogos, que tanto nos divertem, como nos irritam, nos jogos, sejam eles de Video Game, Celular, Computador, Relógio, etc...

  • Como vocês o descubriram?
Bom, foi quando eu e Caio estavamos procurando um jogo legal no Playit, até que encontramos ele, o Bumper Ball. Esse jogo é o seguinte: são dois bichinhos em carrinhos de bate-bate e eles tem que fazer gol um no gol do outro. Como podem observar na imagem abaixo, um bichinho está passando por baixo do outro. Esse é apenas um dos infinitos poderes do Pai Natureza!



Bumper Ball

  • Por que Pai Natureza do Jogo Malfeito?
Na verdade, eu nomeei ele. Tipo, existe Mãe Natureza, mas não existe nenhum Pai Natureza! Para acabar com esse feminismo da Natureza, eu nomeei esse sagrado ser de Pai Natureza. Além do mais, quem gosta, normalmente, de jogos toscos, homens ou mulheres?

  • Vocês são retardados?
Não. As vezes, pessoas confundem genialidade com retardadice. É normal.

  • Onde eu posso encontrá-lo?
Reza a lenda, que ninguém consegue vê-lo, só conseguem presenciar os seus poderes. Minha teoria é, que ele está presente em todos os jogos, até mesmo os mais perfeitos possíveis! Nenhum programador consegue impedir O Pai Natureza de agir.
Exemplos de jogos os quais são comuns de ele usar seus poderes

Bumper Ball
Winning Eleven (Video Game)
O Jogo mais díficil
Real World version 1.0 (também conhecido de "jogo maldito")
Runescape (RPG Online)

  • Tem certeza que vocês não são retardados?
Bom, eu não sou, tenho certeza disso, já o Caio... melhor perguntarem pra ele ou ele colocar um "UPDATE" aqui em baixo da minha resposta, respondendo :P



Aaaah! Mais uma coisa! Bruno, saca só O Pai Natureza do Jogo Malfeito me ajudando!



O "Jogo Maldito"



HAUHAUHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUA!
Sentiu né?



Bom, então é isso gente! Até a próxima =D!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Enchendo Linguiça (sem trema)

Realmente não tenho nada pra falar.
Na verdade tenho, mas não quero falar.
Tem até um post semipronto que tá la desde janeiro que eu to com preguiça de terminar. Quem sabe da próxima vez eu termine...
Mas então, em vez de falar algo nesse post, irei falar sobre o próximo (provável) post.

Eu, Caio e o resto de nossa turma fizemos uma redação relacionada a amor. Eu não to lembrando qual era o nome certo, mas era relacionado a amor. Como todos sabemos (ou não ), meu companheiro de blog é "super" romântico³. Ele "adora³²" falar sobre amor, porque ele "acredita" realmente que o amor é racional. Caso alguem seje lento/retardado/burro/cego/barrofóbico(medo de barras)/etc, essas aspas era pra mostrar que era um ironia.

Então, fiquei curioso, pensando sobre o que ele escreveu. Algo raríssimo! Algo que eu não encontraria nem em meus sonhos (ou pesadelos) mais selvagens. Por isso, irei roubar a redação dele assim que ele a tiver nas mãos e postar o que ele escreveu no blog :) . De quebra eu posto a minha também que deve tá um verdadeiro [b]LIXO[/b], pois fugi muito do tema original e pareci um babaca apaixonado. Mas aposto que vocês não ligaram de ter mais um post babaca meu, né? =D

Bom, é isso.
Fiquem ligados no próximo post ;)