(continuação do anterior) Mãe essa irresponsável. Ou mazoquista. Mãe de certos filhos mal agradecidos, que com ela nada se importam. Se tais advertências funcionassem, não teríamos chegado a tal estágio de destruição. Por que elas foram dadas. Não acho que, hoje em dia, façam efeito. Em resposta, podemos desmatar todas as florestas, extinguir todas as espécies e pronto: liquidamos com a mãe natureza. Lembrando, inclusive, de poluir todos os mares e rios, de modo que uma revolução de peixes não estrague nosso plano maligno. Resumindo, podemos matar nossa mãe, mesmo que morramos junto. Aliás, fujamos para a lua. Ou para marte. E deixemos para trás as toxinas que, aos poucos, consumirão a vida restante do planeta. Portanto, mãe natureza, não nos venha com sermões e cala-bocas porque furacões e terremotos já não são pário para nós.
É evidente que não concordo com nada que escrevi logo acima. Como todo bom apreciador da natureza, contemplo, assim como o Gabriel, suas forças, embora discorde de sua personificação. Ora, natureza é o nome que designa o conjunto das coisas não produzidas pelo homem, incapaz de qualquer decisão. Não diria mãe de nada, mas fruto.
Acho que, por agora, me sentiria mais à vontade escrevendo poesia. Sinto, não sei por que (junto? acento?), necessidade de repetições, neologismos. Pena que não existe licensa prosaica. Se existe não é difundida. Nem conceituada como a poética. Como se trata, aqui, de algo mais particular que uma maldita dissertação de vestibular, posso pensar em tomar tais liberdades. Seria mais simples se, simplismente, abrisse mao de acentos e sinais graficos, que nao comprometem o entendimento da mensagem e, de bonus, tornam a escrita mais agradavel e menos trabalhosa: puro lucro. Mas não me sinto à vontade.
Partirei, meintenante, para aprender a viver. A aula de cavaquinho é às seis, e a de piano, às 7. Zeugma.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Agouê
É na tempestade que a natureza vê a oportunidade de mostrar toda a sua magnitude, seu poder. A incontestável beleza já tem ela afirmada todos os dias, ainda mais pelos cariocas. Tão freqüente são os episódios de deslumbre dos cidadãos do Rio, que tal beleza já chega ao ponto de ser chamada de banal e de não ser mais notada como deveria. Mas a tempestade é diferente. Por ser rara (falo das grandes, como a de hoje) chama sempre a atenção e gera, pelo menos em mim, os mais diversos sentimentos – fascinação, medo, liberdade, opressão. E paralela a tudo isso está sempre a presente epifania de que, na verdade, não somos nada em comparação com as forças naturais do planeta; de que essas poderiam, se quisessem, nos criar danos exacerbadamente maiores do que aqueles que causamos. Entendo todos esses trovões que assombram hoje a cidade maravilhosa como um ensurdecedor “cala boca” à arrogância e à prepotência já crescentes do homem. É, de fato, como uma relação entre um filho mimado e uma mãe carinhosa, que agrada mas que repreende quando necessário. E é, já, necessário.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Dúvida Fetal
Vide primeiro "Dúvida Fatal", logo abaixo.
Volta e meia me pego pensando em como seria - seria não, como teria sido - o momento do aborto. Quero dizer o exato momento, aquele da dolorosa última espetada. Isso se se morre se de aborto induzido, que se disso não se for, não se sabe se do que se abortará, não se é premeditado se. Mas pensemos que de qualquer instrumento afiado seja. Imaginem o segundo que precede TODA a gestação da sua mãe e que antecede a sua "morte". É você que a ele se entrega ou é ele que te consome? Qual será o sentimento (o primeiro e único que sentiremos)? De relutância, frustração, tristeza, sucção? Ou de alívio, tobogã, conformidade, felicidade por ter completado todo o desenvolvimento embrionário? Será que dói? =S Quem vai saber? (nem chegou a nascer)
Apenas mais uma dúvida angustiante de uma manhã ociosa...
Volta e meia me pego pensando em como seria - seria não, como teria sido - o momento do aborto. Quero dizer o exato momento, aquele da dolorosa última espetada. Isso se se morre se de aborto induzido, que se disso não se for, não se sabe se do que se abortará, não se é premeditado se. Mas pensemos que de qualquer instrumento afiado seja. Imaginem o segundo que precede TODA a gestação da sua mãe e que antecede a sua "morte". É você que a ele se entrega ou é ele que te consome? Qual será o sentimento (o primeiro e único que sentiremos)? De relutância, frustração, tristeza, sucção? Ou de alívio, tobogã, conformidade, felicidade por ter completado todo o desenvolvimento embrionário? Será que dói? =S Quem vai saber? (nem chegou a nascer)
Apenas mais uma dúvida angustiante de uma manhã ociosa...
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sábado, 4 de setembro de 2010
Dúvida Fatal
Volta e meia me pego pensando em como seria – seria não, como será – o momento da morte. Quero dizer o exato momento, aquele do famoso último suspiro. Isso se se morre de doença ou velhice, que se de nenhuma das duas for não se sabe que se morrerá, não é premeditado. Mas pensemos que de qualquer uma das duas seja. Imaginem o segundo que precede TODA a sua vida e que antecede a sua morte. É você que a ele se entrega ou é ele que te consome? Qual será o sentimento (o último de todos que sentiremos)? De relutância, frustração, tristeza? Ou de alívio, conformidade, felicidade por ter completado todo o ciclo? Será que dói? =S Quem vai saber...
Apenas mais uma dúvida angustiante de uma manhã ociosa...
Apenas mais uma dúvida angustiante de uma manhã ociosa...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Enquete 1
São essas tragédias que acontecem com figuras públicas, às quais temos acesso, que deixam todos chocados. O sofrimento de uma mãe que perde um filho é incomensurável, eu suponho. E aquele sofrimento daquela única mãe, aperta o coração de todas as outras que lamentam em coro “Essa não é a ordem natural da vida”, “Uma mãe nunca poderia velar um filho”. Ora, posso estar falando uma grande besteira, até porque não tenho um filho, apenas uma mãe, mas será mesmo maior o amor que uma mãe sente pelo filho do que um filho pela mãe? Qual o tamanho da diferença entre uma mãe ver um filho partir e vice-versa? Sofrem elas mais do que nós?
Não estou criticando as mães dos corações apertados. Estou simplesmente (e realmente) fazendo uma pergunta. Por favor, aquelas que filhas são e filhos têm, me respondam.
Obrigado.
Não estou criticando as mães dos corações apertados. Estou simplesmente (e realmente) fazendo uma pergunta. Por favor, aquelas que filhas são e filhos têm, me respondam.
Obrigado.
Post Informal
Maldito seja o solstício de inverno e a inclinação do sol em relação ao equador. O lado bom do inverno é o frio. O ruim é o sol. Ele não incomoda na primevera nem no outono. Maldito seja também o soltício de verão e a inclinação do sol em relação ao equador. Calor dos infernos. Não sei qual dos dois é pior. Acho que o de verão...
O de inverno só incomoda de tarde, quando o sol passa DE LADO no céu (o que que dá na cabeça dele??) e esquenta a sala inteeeeira. Por isso que é bom ter apartamentos virados pro sul. Ou cortinas. Não persianas, porque sempre deixam fendas. A não ser que sejam persianas horizontais, aí tudo bem.
Há duas coisas boas que só se faz nas férias: dormir tarde, acordar na hora do almoço e almoçar; e dormir tarde, acordar na hora do almoço, tomar café da manhã e almoçar 5 horas. Pequenos prazeres da vida. Não ter aula é só um detalhe. Comer bolo de chocolate na casa da vovó também é um ponto importante. Assim como ter o dia inteiro para as coisas que eu quero fazer.
[Pausa para Toddy]
O problema de Guarapari são os prédios. Ainda lembro de quando tinha paisagem... Daí foram construindo prédios e prédios e agora a paisagem se reduziu à metade do que era. Pelo menos a cidade cresce. Daqui a pouco chega um Bob's pra fazer o povo feliz. O problema de investir em Guarapari é que a cidade fica absolutamente deserta dez meses por ano. Só dá muita gente no verão e um pouquinho no inverno.
Falando em problema, por que pessoas com idade (mental) inferior a doze anos gostam de Justin Bieber?
Saída emergencial.
O de inverno só incomoda de tarde, quando o sol passa DE LADO no céu (o que que dá na cabeça dele??) e esquenta a sala inteeeeira. Por isso que é bom ter apartamentos virados pro sul. Ou cortinas. Não persianas, porque sempre deixam fendas. A não ser que sejam persianas horizontais, aí tudo bem.
Há duas coisas boas que só se faz nas férias: dormir tarde, acordar na hora do almoço e almoçar; e dormir tarde, acordar na hora do almoço, tomar café da manhã e almoçar 5 horas. Pequenos prazeres da vida. Não ter aula é só um detalhe. Comer bolo de chocolate na casa da vovó também é um ponto importante. Assim como ter o dia inteiro para as coisas que eu quero fazer.
[Pausa para Toddy]
O problema de Guarapari são os prédios. Ainda lembro de quando tinha paisagem... Daí foram construindo prédios e prédios e agora a paisagem se reduziu à metade do que era. Pelo menos a cidade cresce. Daqui a pouco chega um Bob's pra fazer o povo feliz. O problema de investir em Guarapari é que a cidade fica absolutamente deserta dez meses por ano. Só dá muita gente no verão e um pouquinho no inverno.
Falando em problema, por que pessoas com idade (mental) inferior a doze anos gostam de Justin Bieber?
Saída emergencial.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Certeza do Alto
É do alto o melhor ângulo do Rio. Da janela do avião chegando ao aeroporto. Ainda mais se for à tarde, com o céu azul claro pincelado de vermelho, com umas poucas nuvens. Os contornos perfeitos das montanhas delimitados pelo mar. São essas visões, esses momentos de contemplação, que me mostram o tamanho da sorte de alguém que nasceu e que mora nessa cidade, que apesar de tudo, sempre foi e continua sendo mais que maravilhosa. São esses momentos que calcam a certeza de que vale muito a pena viver.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Metáfora
De vez em quando eu penso metaforicamente. Eu acho que grupos de pessoas são planos. E qualquer discórdia, desentendimento ou confusão entre os membros do grupo representa uma perturbação no plano. As ondas assim causadas são as instabilidades decorrentes do fato. Se o grupo for consistente, significa que o meio é dispersivo, ou seja: qualquer perturbação provocará ondas que logo se desfarão. Caso contrário, o meio será pouco dispersivo, e as ondas se propagarão até Deus sabe onde/quando.
Sei lá, mas pra mim faz todo sentido.
Sei lá, mas pra mim faz todo sentido.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Outro daqueles
Parece que este é daqueles que demoram
Que não querem sair, mas que precisam fazê-lo
Que a mão do que os criam não deixam
Mão de onde jorrava criatividade
E que de onde agora não pinga uma só gota dela
Daqueles que angustiam o cidadão que só assim sabe se expressar
Mas que mesmo assim, certa vezes, como esta, não consegue
Culpa deles
Desses que custam
E que se não são algo que preste
Que sejam apenas uma metalinguagem
Que não querem sair, mas que precisam fazê-lo
Que a mão do que os criam não deixam
Mão de onde jorrava criatividade
E que de onde agora não pinga uma só gota dela
Daqueles que angustiam o cidadão que só assim sabe se expressar
Mas que mesmo assim, certa vezes, como esta, não consegue
Culpa deles
Desses que custam
E que se não são algo que preste
Que sejam apenas uma metalinguagem
quinta-feira, 1 de julho de 2010
T.C.O., 6º da série
Contradição é a palavra chave. Chave para tudo. Chave para a inteligência, o desenvolvimento, as atitudes, a gradação, a vida. Me encontro, inusitadamente, em tempos de contradição. Tempos de ambiguidade, de dilema. Nenhuma atitude que precise tomar, somente pensamentos que preciso pensar. Os exércitos de neurônios travam uma árdua batalha, e eu só posso esperar pelo vencedor. Não creio que a situação apresente consequências no plano externo, mas a resposta para qualquer pergunta sobre mim mesmo será, provavelmente, "não sei".
E o que se faz quando se chega ao ponto de não saber inclusive o que quer? Não queira.
Na realidade, a grande dúvida permanece a mesma desde o terremoto psíquico: lamentar por ter acabado ou agradecer por ter começado? Existe a possibilidade de coexistência de ambas as opiniões? Eu, em estado sóbrio de mente, responderia que sim, obviamente. Me surpreendo, hoje, por não saber a resposta. Pois é: embebedaram a minha mente.
Só espero que não fique de ressaca.
E o que se faz quando se chega ao ponto de não saber inclusive o que quer? Não queira.
Na realidade, a grande dúvida permanece a mesma desde o terremoto psíquico: lamentar por ter acabado ou agradecer por ter começado? Existe a possibilidade de coexistência de ambas as opiniões? Eu, em estado sóbrio de mente, responderia que sim, obviamente. Me surpreendo, hoje, por não saber a resposta. Pois é: embebedaram a minha mente.
Só espero que não fique de ressaca.
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